sábado, 5 de maio de 2012

Pré-História - Texto e-mail



Pré-História

Podemos dividir a pré-história em três grandes períodos:
·         Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada, que compreende o aparecimento da espécie Homo, até 10.000 anos atrás;
·          Neolítico ou Idade da Pedra Polida, entre 10.000 e 7.000 anos atrás;
·          Idade dos Metais, por volta de 7.000 anos atrás.

PALEOLÍTICO

O Paleolítico é caracterizado pelo uso de utensílios elaborados a partir da pedra lascada. O ser humano era nômade, isto é, estava em constante movimento na busca por alimentos. Era um caçador/coletor, subsistindo da caça, da pesca e da coleta de grãos, frutos e raízes.
Viviam em grupo e dividiam coletivamente o espaço, as atividades e os alimentos. É nesse período que o homem aprende a controlar o fogo, provocando uma grande transformação no seu modo de vida: o alimento passa a ser cozido; novas armas são confeccionadas e aprimoradas; ajuda na proteção contra o frio e para espantar animais; etc.. Foi nesse período também que se iniciou a última era glacial (até hoje foram 27 no total).

Ø Transição Mesolítica

Entre 35 2 15 mil anos atrás, transformações importantes ocorreram no Paleolítico: ferramentas são aperfeiçoadas, urge o arco e a flecha; inicia-se a produção de cerâmica, o que torna possível guardar e transportar alimentos; e com as transformações no clima, muitos grupos passam a ser semi-nômades, ocorrendo um maior contato entre os grupos.

NEOLÍTICO

O Neolítico é caracterizado pelas transformações técnicas, sociais, econômicas, produtivas e culturais que alteraram o modo de vida dos grupos humanos: ocorre o processo de sedentarização; o inicio da agricultura e a domesticação de animais; a formação de núcleos urbanos (aldeias), com a divisão de trabalho e o início das trocas “comerciais”.
Com fim da era glacial, a Terra começou a assumir suas características atuais: formaram-se os grandes rios e desertos (como o Saara); as florestas temperadas e tropicais; e surgem os animais de médio e pequeno porte, desaparecendo os grandes mamíferos (como mamutes). A vida vegetal também se modifica.
A diminuição dos recursos hídricos e a busca constante de alimentos, faz com que os grupos nômades saiam em busca de áreas mais favoráveis - geralmente aquelas próximas aos grandes rios, cujas cheias e vazantes regulares fertilizavam e irrigavam o solo, e onde a diversidade de vegetação e as manadas de animais são fartas.
Supõe-se que um dos primeiros locais a propiciar estas condições, há cerca de 10 mil anos, tenha sido o Oriente Médio (no chamado Crescente Fértil). Mas também na Índia, China, Europa e América ocorreram esses fenômenos, em momentos distintos. Nesses lugares, grupos semi-nômades encontraram as condições perfeitas para permanecerem por um tempo maior.
Durante esse período, diversos grupos puderam observar as transformações que ocorriam no meio. Foi através dessas observações que o homem pode iniciar o processo de plantio, passando a produzir o próprio alimento, com a agricultura.
O contato com outros grupos, possibilitou a troca de informações e, consequentemente, o aperfeiçoamento de suas técnicas, produzindo o suficiente para o grupo estabelecer-se no local. Os produtos cultivados variavam de região para região, com a natural predominância de espécies nativas, como os cereais (trigo e cevada), o milho, raízes (batata-doce e mandioca) e o arroz, principalmente. Uma vez iniciada a atividade, o homem foi aprendendo a selecionar as melhores plantas para a semeadura e a promover o enxerto de variedades, de modo a produzir grãos maiores e mais nutritivos do que os selvagens.
Ao lado das pequenas hortas e terrenos de cultivo começou a combinar-se, também, a criação de animais. Desenvolvida de maneira mais ou menos ocasional, a domesticação de animais se iniciou, possivelmente, quando os homens passaram a criar os filhotes dos animais que caçavam. Cães, aves, porcos, renas, camelos, ovelhas, cavalos e bois podem ter sido os primeiros animais a ser domesticados e isso permitiu o abastecimento mais regular e abundante de carnes, peles e leite. Além da dieta, os animais possibilitaram uma nova força muscular, como montaria ou tração para transporte e para os trabalhos da terra, aumentado a capacidade produtiva das atividades humanas e a diminuição do esforço físico na realização de algumas tarefas. A domesticação de animais facilitou enormemente o trabalho dos homens.
Não se deve pensar que a passagem da atividade coletora para a agrícola tenha-se dado de uma maneira brusca ou através de um toque de mágica. Deu-se, antes, através de um longo processo que inclui cuidadosa percepção dos fenômenos naturais, elaboração de teoria causa/efeito e doses de acidentalidade. Que essa transformação teria sido lenta, não se duvida. Afinal, entre saber que os vegetais crescem se plantados, e conseguir organizar uma plantação racional e rentável, existe uma longa distância que passa pela necessidade de alteração de padrões de comportamento já arraigados.
Mas a agricultura e a domesticação de animais permitiram ao indivíduo tornar-se sedentário e colaboraram para um sensível aumento populacional de algumas regiões. Vivendo em comunidades, os seres humanos começaram a organizar um sistema cooperativo, em que a posse dos instrumentos e da produção era coletiva e as atividades produtivas baseavam-se na divisão do trabalho.
Durante esse período ampliaram-se as conquistas técnicas. Duas delas se destacaram com ampliação da produção da cerâmica: as condições de cozimento (panelas) e armazenamento (potes) dos alimentos, bem como a moradia (casas de barro).
A produção de excedentes agrícolas e sua armazenagem, garantiam o alimento necessário para os momentos de seca ou inundações. Com mais alimentos, as comunidades foram crescendo e logo surgiu a necessidade de trocas com outras comunidades. Foi nesta época que ocorreu um intenso intercâmbio entre vilas e pequenas cidades. O homem neolítico cria o dinheiro, que era representado inicialmente por sementes de cores diferentes, para facilitar a troca de mercadorias, muitas vezes cerâmica, armamentos com pedras talhadas, objetos de pederneira e minério.
No aspecto espiritual também houve mudanças. Durante esse período, o homem começou a crer numa proteção superior para o grupo em que vivia. Para expressar essa crença criou símbolos. Muitas vezes o símbolo do grupo era um animal. Dessa forma, todo o grupo estava ligado à mesma divindade protetora.

IDADE DOS METAIS

A Idade dos Metais situa-se na passagem da pré-história para a História, com o aparecimento da escrita. Há 7 mil anos, os seres humanos começaram a usar o metal para fazer ferramentas e utensílios. Essa revolução trouxe muitas vantagens: fabricar utensílios mais afiados, mais resistentes e adaptados à habilidade das mãos. As armas se tornaram mais potentes e aumentavam a eficiência da caça e da pesca.
O primeiro metal utilizado foi o cobre: para fazer estatuetas e enfeites, mas por ser um metal mole era pouco usado para fabricar armas. Já o Bronze: era mais resistente e passou a ser usado para produzir armas e ferramentas.
As tribos passaram a ser comandadas por um patriarca. Liderando a população tribal, o patriarca garantia a organização das colheitas e garantia a proteção da aldeia contra o possível ataque de outros povos.
Posteriormente, inicia-se a organização da vida social, econômica e política na forma de cidades-Estado, governadas por um rei-sacerdote.
O culto aos mortos torna-se mais importante, aos poucos vão organizando princípios religiosos que se tornavam fundamentais para a união do grupo e para o conseqüente surgimento do Estado.
No final deste período, com a invenção da escrita, termina a fase da Pré-história e inicia-se a História, quando começam a surgir as primeiras civilizações.